Conselho Jedi no Jornal Estado de Minas
Sócios de um sonho espacial (18/05)
Estréia mundial de “Star wars – Episódio III – A vingança dos Sith” mobiliza fãs, que esgotam ingressos das primeiras sessões. Em Minas, há um Conselho Jedi dedicado a cultuar a série
Luciana Ribeiro

Aley Sadi Costa Ferreira, como Darth Vader, e outros integrantes do Conselho Jedi de Minas Gerais (Foto:Juarez Rodrigues)
Numa galáxia muito, muito distante, é impossível imaginar cavaleiros Jedi e Sith convivendo sem duelos ou batalhas dramáticas. Mas pela escolha dos codinomes de cerca de 50 mineiros aficionados por Star wars, a convivência pacífica entre os torcedores dos personagens que representam o bem e o mal não só é possível, como bastante entusiasmada. A iminência da estréia de Star wars – Episódio III – A Vingança dos sith mobilizou fãs que deram novo fôlego ao Conselho Jedi Minas Gerais, que foi criado em 1999, mas estava desativado. Hoje à noite, eles vão se vestir a caráter, com fantasias do filme, camisetas do conselho e sabres de luz em punho para se unir a outras centenas de cinéfilos que esgotaram os ingressos das dez salas de Belo Horizonte que farão sessões especiais, à meia-noite e um minuto.
Com sócios de variadas idades, profissões e graus de devoção à obra de George Lucas, o Conselho Jedi Minas Gerais (CJMG) precisou do aval da “nave mãe” brasileira, o Conselho Jedi São Paulo – que detém mais de 500 membros – para voltar à atividade. O fundador da nova etapa do fã-clube mineiro é o ilustrador web Vanderlei Ramalho, de 28 anos, também conhecido como Vanderlei Obi-Wan, em alusão ao personagem interpretado por Ewan McGregor. Hoje à noite, ele vai distribuir as carteirinhas dos sócios e aproveitar a reunião marcada para antes do filme e sugerir nomes que formarão a diretoria do CJMG. “Nós estamos apostando na estréia deste novo episódio para fortalecer nosso conselho e poder promover um Jedicon (conferência de fãs) no fim do ano”, estima.
Um dos sócios mais atuantes é o médico Reinaldo Torres Jr., de 34 anos, cujo pseudônimo (Reivader) é inspirado no lorde negro dos Sith. “O Darth Vader é o mais poderoso de todos e o amor dele não deixou que o filho morresse. Desde que eu era pequeno a máscara dele me encantava”, confessa. Ele curte Star wars desde 1978, quando era jovem demais para ir ao cinema, mas foi fisgado pelos brinquedos lançados depois do filme. “Eu já vi todos os vídeos, sites e spoilers (cenas reveladoras que estragam surpresas da trama), mas agora parei e só estou esperando o Episódio III. Não estou cabendo em mim”, desabafa. A seu lado, ele traz a sócia m ais nova do CJMG, sua filha Júlia, de 10 anos. Ao contrário do pai, ela torce pelos personagens do bem e escolheu seu apelido, Padmé Julia, a partir da senadora Padmé Amidala (Natalie Portman). “Meu pai assistia aos vídeos e eu comecei a gostar. Acho as lutas o mais legal dos filmes. Como já sou acostumada, não acho violento”, garante.

Reinaldo Torres Jr. com a filha, Júlia Ramos Torres, na expectativa pelo lançamento do novo filme da saga (Foto: Juarez Rodrigues)
Em meio ao grupo de mineiros, se destaca um alagoano, o médico Raimundo de Araújo Filho, de 28 anos. Depois de deixar sua terra natal para fazer uma especialização, ele agora trabalha em Santana de Pirapama e Sete Lagoas, na região Central do Estado. “Eu estava vagando pela internet com uma espécie de lobo solitário à procura de informações sobre o novo filme e há uns 20 dias encontrei o CJMG”, conta. Hoje, ele vai trabalhar até 16h e depois vem para a capital para assistir a sessão de meia-noite com os novos amigos. Sob o codinome de Rafjedi, que criou a partir de suas iniciais, ele pretende curtir o programa da madrugada ao máximo e voltar para a estrada às 5h de amanhã. “A adrenalina vai ser tanta que não vai ter sono que atrapalhe a volta para casa”, arrisca.
COLEÇÃO A paixão pelos filmes Star wars costuma estar atrelada aos produtos que simbolizam um marco deixado por George Lucas na indústria cinematográfica americana: o merchandising. Bonecos, miniaturas, pôsteres, livros, revistas em quadrinhos, jogos, uma lista sem fim que eleva exponencialmente os lucros da LucasFilm. O analista de produtos Aley Sadi Costa Ferreira, de 26 anos, o DarthBH, tem todas as opções citadas e ainda um telefone do robô R2D2 e um traje oficial de seu ídolo Darth Vader. Ele estima já ter gasto pelo menos R$ 6 mil em itens colecionáveis. O mais caro deles foi a nave Millenium Falcon, pilotada por Han Solo (Harrison Ford) e o peludo Chewbacca na trilogia clássica. “Mas o que eu mais gosto é o capacete do Vader, que comprei no Canadá pela internet há três anos”, conclui.
FONTE: http://sites.uai.com.br/especiais/starwars/



